O preço médio do m² dos residenciais verticais localizados no bairro Parque Santa Filomena é o mais barato de Fortaleza. Segundo levantamento da agência Brain e do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), o valor, em abril de 2026, era de R$ 3.989/m².
Ao todo, foram pesquisados 57 bairros. Em seguida aparecem Bom Jardim (R$ 5.204/m²), Coaçu (R$ 5.520/m²), Ancuri (R$ 5.722/m²) e Siqueira (R$ 5.786/m²).
Os 10 bairros com o m² mais barato de Fortaleza
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| Ranking | Bairro | Valor | |
|---|---|---|---|
| 1 | Parque Santa Filomena | R$ 3.989/m² | |
| 2 | Bom Jardim | R$ 5.204/m² | |
| 3 | Coaçu | R$ 5.520/m² | |
| 4 | Ancuri | R$ 5.722/m² | |
| 5 | Siqueira | R$ 5.786/m² | |
| 6 | Lagoa Redonda | R$ 5.821/m² | |
| 7 | Jangurussu | R$ 5.870/m² | |
| 8 | Pedras | R$ 5.880/m² | |
| 9 | Parangaba | R$ 6.131/m² | |
| 10 | Cajazeiras | R$ 6.152/m² |
Fontes: Sinduscon-CE e Brain
Paralelamente, o m² de residenciais verticais mais caro de Fortaleza fica no bairro Beira Mar, chegando a R$ 23.377/m². O valor é 486% maior que a média registrada no Parque Santa Filomena, de acordo com a pesquisa.
Seguindo a lista dos maiores valores, estão os bairros Mucuripe (R$ 20.214/m²), Meireles (R$ 19.678/m²), Aldeota (R$ 16.084/m2) e Dionísio Torres (R$ 14.329/m²).
Os 10 bairros com o m² mais caro de Fortaleza
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| Ranking | Bairro | Valor | |
|---|---|---|---|
| 1 | Beira Mar | R$ 23.377/m² | |
| 2 | Mucuripe | R$ 20.214/m² | |
| 3 | Meireles | R$ 19.678/m² | |
| 4 | Aldeota | R$ 16.084/m² | |
| 5 | Dionísio Torres | R$ 14.329/m² | |
| 6 | Fátima | R$ 14.266/m² | |
| 7 | Praia de Iracema | R$ 13.967/m² | |
| 8 | José Bonifácio | R$ 13.624/m² | |
| 9 | Edson Queiroz | R$ 13.606/m² | |
| 10 | Cocó | R$ 12.951/m² |
Fontes: Sinduscon-CE e Brain
Entre os 57 bairros analisados, o Carlito Pamplona foi o único que não registrou preço médio. Isso ocorreu porque todas as 11 unidades disponíveis na área em março foram vendidas, impossibilitando o cálculo do preço médio em abril.
Polarização imobiliária
Na visão do membro do Conselho Regional de Economia Ceará (Corecon-CE), Ricardo Coimbra, a estrutura imobiliária de Fortaleza reflete uma polarização geográfica e econômica.
Segundo ele, a escassez de terrenos próximos à orla inflama os preços na região, enquanto na área periférica o crescimento é impulsionado pela expansão das habitações populares.
Outro ponto destacado por Coimbra é a presença mais forte de infraestrutura nas regiões nobres, como opções de mobilidade, hospitais, shoppings, escolas e vias de acesso rápido.
“Então, os bairros que são considerados mais caros, são consolidados como polos de luxo, de super prédios, e acabam atraindo altíssima renda e investidores. Já os bairros mais baratos têm um forte apelo social, são motores de entrada para casa própria movimentados por programas como o Minha Casa e Minha Vida”, aponta.
Além disso, enquanto as áreas mais caras são caracterizadas pela verticalização, o especialista indica que, nos bairros econômicos, se populariza a tendência de condomínios horizontais.
“Tem um surgimento bem interessante de condomínios horizontais, principalmente nessa região mais sul da cidade, já se aproximando dos municípios de Eusébio e Aquiraz”, ressalta.
FONTE – DIARIO DO NORDESTE